VALDIGEM DE VINHEDOS... QUAIS JARDINS ENCANTADOS QUE ESCONDEM SECULARES SEGREDOS, MÁGOAS E ÁRDUO TRABALHO, ONDE OS AVÓS DOS AVÓS CULTIVARAM E FIZERAM AMADURECER CADA RUGA QUE TEM SEU ROSTO…

21_02

Esmero - Valdigem


"Esmero", vinho de excelente qualidade produzido em Valdigem, baixo corgo, em vinha velha, pelo produtor e enólogo Eng. Rui Soares.

16_08

Valdigenses em Vindima 1982

Este vídeo é dedicado fundamentalmente às pessoas que o protagonizaram já desaparecidas, assim como ás suas famílias, com o devido respeito pela sua memória e inerente saudade e naturalmente também aos que se encontram entre nós… um grande abraço e “recordar é viver”.

Esta preciosidade, foi emitida pela “RTP Memória” e faz-nos regressar a um Douro de outros tempos! em que a Vindima era o culminar de árduo trabalho, não apenas do ano transato, mas de muitos anos, quer na moldagem desta magnifica paisagem, quer na produção deste precioso néctar, promotor de enorme festa e satisfação…

A todos quantos através de desmedidos esforços, laborando de sol a sol, a troco de quase nada, moldaram com a força dos seus braços o hoje admirado e romântico Douro oferecendo-o ao mundo, muito obrigado e serão eternos!!!

.Francisco Duarte


"Porto" Néctar do Douro...

São múltiplas as tarefas... até que o precioso néctar chegue aos nossos copos... Plantação do americano,(bacêlo), enxertar, podar, enxofrar, sulfatar, enrolar, despontar, selecção de cachos, vindimar, pisar, encubar, são apenas alguns exemplos do árduo trabalho neste lindo Douro que é de "oiro"

É fonte inspiradora de Poetas... mas é preciso senti-lo... vivê-lo... respirá-lo...


" O Doiro necessita de ser finalmente

olhado pela nação como o seu olimpo

sagrado, o chão bendito que produz a

única riqueza de que somos senhores

exclusivos: O Porto que o mundo assim 

conhece e saboreia, imita em todas as

latitudes sem nunca igualar. Mas esse

carinho pátrio tem de começar pelo

obreiro do prodígio, pelo oficiante de

mãos calosas que espreme os xistos

até os fazer ressumar"

 

 O que é bonito neste mundo, e anima,

É ver que na vindima

De cada sonho

Fica a cepa a sonhar outra aventura...

E que a doçura

Que se não prova

Se transfigura

Numa doçura

Muito mais pura

E muito mais nova...

 Miguel Torga  

 
Depois que me senti envelhecer,
Passo horas e horas no meu lar,
De janela em janela, a espreitar
O breve mundo que me viu nascer.

Tem montes que não deixam de crescer,
Videiras que ninguém pode contar,
Oliveiras que vivem a rezar
E um rio que não para de correr.

Este pedaço de viril beleza,
Este painel de rica natureza
Irá comigo para o Além.

Sempre lhe quis e sempre o defendi,
Fui eu até que um dia o descobri...
Não o posso deixar a mais ninguém.

 João de Araújo Correia

 

 "O traço mais forte do Norte de Portugal foi desenhado, de lado a lado, e chama-se Douro. Nele, quando o admiramos de baixo para cima, vemos que a Natureza o desenhou, empregando um pincel semelhante ao de Miguel Ângelo. Nele a Natureza “foi robusta, solene e profunda” (...)

 Alexandre Hérculano

 
Duma tormenta de sol e de seiva, de vida e de amor, saem como da ganga de uma mina a joalharia mais bela e a perfumaria mais delicada. É por isso que uma garrafa de vinho velho enche, com os seus éteres penetrantes um palácio inteiro de perfume e caindo em gotas, ao vertê-lo, num cristal ou numa tomboladeira de prata, é como se desatassem num colar de jóias. Nunca vi cores assim.

 Pina de Morais in Sangue Plebeu

Festas Nª Srª de Fátima

Valdigem - Adeus á Virgem 2022


Recepção N. Sra. Fátima 2023


Valdigem - Adeus á Virgem 2023



Valdigem - Cortejo 2023



Valdigem - Ramalhos 2023



Velocidade Furiosa - Valdigem

Helicóptero utilizado nas gravações do filme "Fast X", o décimo da saga "Velocidade Furiosa", a realizar um teste numa passagem estreita entre montanhas em Valdigem, no concelho de Lamego. 

Douro

Barragem do Varosa

16_06

Aconteceu há 100 anos em Lamego: «O motim de Lamego» (20 de Julho de 1915)

Posted by lamecum in Chronicon Lamecensis

Motim Lamego

O tiroteio à nossa volta dificulta-nos a audição

Mas a voz humana é diferente dos outros sons

Pode ser ouvida sobre outros sons que abafam tudo o resto

Até mesmo quando não há gritos

Até mesmo quando é só um murmúrio

Até mesmo o mais leve murmúrio pode ser ouvido sobre o

barulho dos exércitos quando diz a verdade.

Jornaleiros do Douro – (Emílio Biel)    

Poema retirado do filme “The Interpreter”

A 20 de Julho de 1915, o povo das aldeias de Cambres, Valdigem, Sande e Figueira, cerca de 5000 pessoas, dirigiu-se à cidade de Lamego, manifestando-se em frente ao edifício da Câmara. De acordo com os relatos dos jornais, no momento em que a comissão de representantes se encontrava reunida com a Comissão Executiva da Câmara de Lamego, de repente, a população foi atacada com bombas, caindo, mortos ou feridos, vários manifestantes e debandando a maioria. Com a população em fuga, mais nove pessoas seriam atingidas, mortalmente, pelas costas, por tiros disparados das janelas traseiras da câmara. O balanço trágico do motim de Lamego somou 11 mortos e 19 feridos.

Na noite do dia 19 começou a correr pela cidade que os sinos das aldeias tocavam a rebate, convidando o povo a dirigir-se a Lamego para pedir à Câmara o seu apoio à sagrada questão do Douro. Na manhã do dia 20 de abril de 1915, umas 4 ou 5 mil pessoas das freguesias vinhateiras do concelho armadas de varapaus, foices, machados, etc., entraram na cidade, obrigando todo o comércio a fechar as suas portas e obrigando também os principais proprietários a acompanhá-los ao edifício dos Paços do Concelho nessa romaria que depois tão triste e tão fúnebre se tornou (1).

A liderar essa multidão ia um popular a empunhar uma bandeira negra com a seguinte frase: “O Sul mata-nos à fome!”. Todos se dirigiram ao Município e aí foi nomeada uma comissão para se reunir com a vereação e autoridade administrativa sobre a atitude a tomar perante a gravíssima questão do Douro. Durante a tal reunião tudo correu dentro da ordem. Depois…

“Duma das varandas um soldado arremessou sobre a multidão a barretina onde reluzia um 9 metálico. Os lídimos e brilhantes esteios da ordem, todos com larga folha de baixos serviços políticos […] supuseram a República em perigo… iam cambalear as instituições políticas da terreola e lugubremente, com gesto carniceiro, despejaram bombas sobre a multidão inerme e de cabeça descoberta. Na multidão abriram-se grandes clareiras sangrentas e gritos agudos encheram os ares. Civis, no mais aceso orgulho de cidadãos livres, arrancaram as espingardas aos soldados e visaram os fugitivos, atingindo-os pelas costas. ” (in Sangue Plebeu de Pina de Morais).


 Em jeito de singela homenagem, aqui fica a relação dos mortos no “Motim de Lamego”:


 – Franscisco dos Santos Araújo (jornaleiro de Portelo de Cambres)

– Manuel Carneiro (sapateiro de Britiande)

– Francisco Guedes (jornaleiro de Pomarelhe de Cambres)

– Maximiano da Silva (proprietário de Valdigem)

– Bernardo Pinto (casado, Riobom de Cambres)

– João Cardozo (casado, Parada do Bispo)

– José Gomes Rabito (casado, do Ladario de Cambres)

– Pedro da Silva (casado, de Quintião Cambres)

– José da Rede (casado, feitor da Quinta dos Sequeiros)

– António Ribeiro (casado, de Riobom de Cambres)

– Ana Taininha (de Valdigem)


(1) JORNAL “A FRATERNIDADE”. V ANO, N.º 241, DE 24 DE JULHO 1915

10_05

Réplicas de Forais

A atribuição de um foral era outorgar a uma comunidade poder jurídico próprio, promovendo
o seu desenvolvimento, a sua autonomia e a organização do território no Reino de Portugal.

Valdigem, foi de facto muito importante nessa época, o primeiro foral foi atribuído por D. Afonso Henriques em 1182. 
Em 1514 D. Manuel I concedeu novo Foral, essa doação fez com que a essa altura Valdigem possui-se Cadeia, Casa de Câmara e Pelourinho, chegando ao século XIX, possuía cinco Capelas Particulares e ainda a Nossa Senhora da Ermida, templo este que era Publico e com Irmandade.

Foral conced1182, no reinado de D. Afonso Henriques

              
D. Manuel I, deu  novo foral em 10 de Fevereiro de 1514


Importantes documentos de possível consulta na Torre do Tombo em Lisboa.

Longe da Política ... Mas perto de Valdigem...


Na vida, e relativamente à “comédia humana”, costumamos dividir o tempo e/ou os anos em vários momentos simbólicos, como por exemplo, as estações do ano, Verão, Inverno, Outono e Primavera, eles ajudam-nos na nossa caminhada e animam as nossas ilusões, sonhos e anseios. Nas estações, em cada uma delas, criamos momentos específicos, tais como “temporadas”: Temporada de Férias, de passeios, de viagens, etc…
Estamos em temporada de eleições autárquicas, ou seja estamos em temporada de voltar a sonhar! Em tempo de sonhos suspensos pelos "virús", uns identificados, mas difíceis de aniquilar tal é a sua matreirice e sistemática mutação e outros mais ou menos identificados mas igualmente matreiros e também mutáveis de acordo com determinadas conveniências…
Valdigem sempre viveu uma grande “crise” a nível colectivo, "o Valdigense é muito importante, muito inteligente, incomparavelmente melhor que o vizinho do lado, o seu ego é maior que uma das maiores freguesias do concelho, VALDIGEM" !!! bom... se colocarmos o individualismo ao serviço do “TODO” faremos de Valdigem uma terra atraente para novas gentes e capaz de impedir a migração dos seus nativos oferecendo-lhes boa qualidade de vida.
No entanto os eleitos têm um papel fundamental na prossecução destes objetivos, sendo as suas responsabilidades supra elevadas em relação aos seus concidadãos, mandatários das suas necessidades e anseios, e devem por isso servir com nobreza, sem olhar ao estatuto, estrato social, ou outra qualquer característica.

"Já se fez... ou não... muito mais se pode fazer!!!

Eu voto neste programa eleitoral ! Eu voto VALDIGEM...

Hino de Valdigem


HINO

 Situada entre montanhas

Cercada de penedias

Fica a nossa linda terra

Valdigem de maravilhas

O povoado não é pequeno

Mas de honrados lavradores

Que desde o Cabo á Praça

Todos merecem louvores

Ao cimo o São Domingos

Protector dos nossos lares

A quem todos recorremos

Com preces e muito salutares

E a Senhora da Ajuda

No Centro da nossa terra

Para quem vai todo o afecto

Que o nosso coração encerra

Sinto orgulho de ser filho

Deste formoso torrão

Tão bonito tão bonito

Que eu guardo no coração

Eu adoro a minha terra

Não como coisa mesquinha

Eu adoro a minha terra

Porque é minha muito minha


 Sugestão de: João Manuel Duarte Fonseca 

Diz...

Cantava-se nos momentos lúdicos da primária nos anos 50/60. Desconheço porém o autor da letra. Para relembrar aos que esqueceram e aos frequentadores do blog, uma forma de conhecer um pouco mais o passado recente da nossa terra.