VALDIGEM DE VINHEDOS... QUAIS JARDINS ENCANTADOS QUE ESCONDEM SECULARES SEGREDOS, MÁGOAS E ÁRDUO TRABALHO, ONDE OS AVÓS DOS AVÓS CULTIVARAM E FIZERAM AMADURECER CADA RUGA QUE TEM SEU ROSTO…

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Réplicas de Forais

A atribuição de um foral era outorgar a uma comunidade poder jurídico próprio, promovendo
o seu desenvolvimento, a sua autonomia e a organização do território no Reino de Portugal.

Valdigem, foi de facto muito importante nessa época, o primeiro foral foi atribuído por D. Afonso Henriques em 1182. 
Em 1514 D. Manuel I concedeu novo Foral, essa doação fez com que a essa altura Valdigem possui-se Cadeia, Casa de Câmara e Pelourinho, chegando ao século XIX, possuía cinco Capelas Particulares e ainda a Nossa Senhora da Ermida, templo este que era Publico e com Irmandade.

Foral conced1182, no reinado de D. Afonso Henriques

              
D. Manuel I, deu  novo foral em 10 de Fevereiro de 1514


Importantes documentos de possível consulta na Torre do Tombo em Lisboa.

Longe da Política ... Mas perto de Valdigem...


Na vida, e relativamente à “comédia humana”, costumamos dividir o tempo e/ou os anos em vários momentos simbólicos, como por exemplo, as estações do ano, Verão, Inverno, Outono e Primavera, eles ajudam-nos na nossa caminhada e animam as nossas ilusões, sonhos e anseios. Nas estações, em cada uma delas, criamos momentos específicos, tais como “temporadas”: Temporada de Férias, de passeios, de viagens, etc…
Estamos em temporada de eleições autárquicas, ou seja estamos em temporada de voltar a sonhar! Em tempo de sonhos suspensos pelos "virús", uns identificados, mas difíceis de aniquilar tal é a sua matreirice e sistemática mutação e outros mais ou menos identificados mas igualmente matreiros e também mutáveis de acordo com determinadas conveniências…
Valdigem sempre viveu uma grande “crise” a nível colectivo, "o Valdigense é muito importante, muito inteligente, incomparavelmente melhor que o vizinho do lado, o seu ego é maior que uma das maiores freguesias do concelho, VALDIGEM" !!! bom... se colocarmos o individualismo ao serviço do “TODO” faremos de Valdigem uma terra atraente para novas gentes e capaz de impedir a migração dos seus nativos oferecendo-lhes boa qualidade de vida.
No entanto os eleitos têm um papel fundamental na prossecução destes objetivos, sendo as suas responsabilidades supra elevadas em relação aos seus concidadãos, mandatários das suas necessidades e anseios, e devem por isso servir com nobreza, sem olhar ao estatuto, estrato social, ou outra qualquer característica.

"Já se fez... ou não... muito mais se pode fazer!!!

Eu voto neste programa eleitoral ! Eu voto VALDIGEM...

Hino de Valdigem


HINO

 Situada entre montanhas

Cercada de penedias

Fica a nossa linda terra

Valdigem de maravilhas

O povoado não é pequeno

Mas de honrados lavradores

Que desde o Cabo á Praça

Todos merecem louvores

Ao cimo o São Domingos

Protector dos nossos lares

A quem todos recorremos

Com preces e muito salutares

E a Senhora da Ajuda

No Centro da nossa terra

Para quem vai todo o afecto

Que o nosso coração encerra

Sinto orgulho de ser filho

Deste formoso torrão

Tão bonito tão bonito

Que eu guardo no coração

Eu adoro a minha terra

Não como coisa mesquinha

Eu adoro a minha terra

Porque é minha muito minha


 Sugestão de: João Manuel Duarte Fonseca 

Diz...

Cantava-se nos momentos lúdicos da primária nos anos 50/60. Desconheço porém o autor da letra. Para relembrar aos que esqueceram e aos frequentadores do blog, uma forma de conhecer um pouco mais o passado recente da nossa terra. 

Marcos Pombalinos


Imóveis de interesse público


Classificação atribuída pelo IPPAR - Instituto Português do Património Arquitetónico

Marcos de demarcação da zona de produção do vinho do Porto, mandados colocar por Marquês de Pombal


Os Marcos Graníticos, (Imóveis de interesse Público), mandados colocar por Marquês de Pombal, que serviram em 1757 para demarcar o que é hoje a região vinícola mais antiga do Mundo, estes Marcos foram de grande importância para que esta região tenha sido consagrada como “Património Imaterial da Humanidade”, pela UNESCO.


Marco Granítico Nº89

Quinta de Sto António - Foto: 19/02/2007 (Não se encontra no seu local de origem)

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Marco Granítico Nº91

Caminho do Barreiro - Foto: 19/02/2007 (Em boas condições de observação)

Marco barreiro.JPG


Marco Granítico Nº92

Quinta da Assoreira - Foto: 19/02/2007 (Em boas condições de observação)

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Tanque Sto António

Não foi possível localizar este marco 

Azenha... Fábrica de azeite...

 


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Azeite… produto alimentar muito antigo, clássico da culinária contemporânea. Além dos benefícios para a saúde o azeite adiciona à comida um sabor e aroma peculiares. A região mediterrânea é responsável por 95% da produção mundial de azeite, favorecida pelas suas condições climáticas, propícias ao cultivo das oliveiras, com sol e clima seco.   O azeite de extraordinária pureza e apreciado sabor, é uma das riquezas agrícolas do Concelho.


Valdigem, possui uma das raras Azenhas da região, local de transformação da azeitona, no produto final… o tão afamado Azeite…  O processo é algo complexo, exigindo  maquinaria e pessoal especializado, além de obedecer a  normas  Europeias. 


              Imagens  da fábrica, ( propriedade da quinta das Brôlhas)
                                                                                                                        Clique 
   



As imagens apresentadas já são passado, a maquinaria transformadora sofreu alterações profundas com o objectivo de melhorar o produto final e fazer face ás novas exigências.

 Responsável  azenha:

  Joaquim Simão  -  919248726   

 

Velhinha escola...

 


Tinha o seu fim anunciado há algum tempo, vai no entanto permanecer na mente e no coração de todos os que por lá passaram, a "velhinha escola" faz parte da memória colectiva de infância duma grande fatia da população Valdigense, foi lá afinal que muitos e muitos aprenderam as suas "primeiras" letras, foi lá que as primeiras maroteiras se organizaram, foi lá que se sentiu a responsabilidade e a dificuldade do "saber", foi lá também que se aprendeu a dar importância a quem tinha o conhecimento, o/a professor/a, foi lá que outros encontraram o sonho de uma saída para outros mundos...

Foram muitos os nomes que leccionaram e estiveram ligados a esta escola em diferentes épocas: (aqui ficam algumas referências e aguardo que me sejam fornecidos outros nomes)

Prof. Almeida Santos, Prof. Raúl, Prof. Rebelo, Prof. Delminda, Prof. Mercês, Prof. Ilda, Prof. Teresa, Prof. Idalina, Prof. Adelaide, Prof. Prazeres, Prof. Etelvina, Prof. Cecília. etc.

A todos os funcionários, auxiliares e principalmente ao corpo docente, aqui fica a minha singela e humilde homenagem.

Um obrigado muito especial a todas as minhas professoras, as quais recordo com saudade.

1ª e 2ª classe: Prof. Ondina, 3ª e 4ª classe: Prof. Fátima, 1º e 2º ano da Tele-escola: Prof. Helena Felgar.


Para todas um beijinho carinhoso. 



Mas o edíficio parece que se vai manter...

Segundo o que consta na acta da Camara Municipal de Lamego nº13 de 29 de Junho de 2010, o edifício foi cedido pelo periodo de 30 anos ao Centro Social e Paroquial de Valdigem, para nele ser instalado um centro de dia e apoio domiciliário, após pedido efectuado por esta associação.

Clique para ver acta:  http://www.cm-lamego.pt/images/pdf/atas/camara/0910/1_2010

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Freguesias Concelho de Lamego


Lei n.º 22/2012 de 30 de maio

Aprova o regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica



Avões

Britiande

Cambres

Ferreirim

Ferreiros de Avões

Lamego

Figueira

Lalim

Lazarim

Penude

Penajoia

Sande

Samodães

Bigorne, Magueija e Pretarouca

Cepões, Meijinhos e Melcões

Parada do Bispo e Valdigem

Várzea de Abrunhais

Vila Nova de Souto D'el Rei



Organização administrativa anterior a  30 de maio 2012


CONCELHO DE LAMEGO
Almacave Ferreirim Melcões Samodães
Avões Ferreiros de Avões Meijinhos Sande
Bigorne FigueiraParada do Bispo
Britiande Lalim Penajoia Valdigem
Cambres Lazarim Penude Várzea de Abrunhais
Cepões Magueija Pretarouca V. N. de Souto d'El-Rei

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Posto Médico / Junta de Freguesia

Após demasiados anos a funcionarem em instalações degradantes e sem qualquer dignidade, para funcionários e utentes, (como neste blog, noutro post se pode constatar), é facto assinanável e de muito regozijo para os habitantes de Valdigem e demais utentes,  disporem desde 2013, de um espaço que obedece aos mínimos critérios de exigência para os serviços. Para quem conseguiu tal feito... Parabéns... e já não era sem tempo.






















Inauguração em 2013 


Morada:  Av da Escola, 5100-822 Valdigem

Tel: Centro de saúde . 254 331 753

Tel: Junta de freguesia - 254 331 771      

 Mail:  uni.freg.paradabispo.valdigem@sapo.pt

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Construção de E.T.A.R

Após um longo processo de negociações para expropriação dos terrenos, alegando Utilidade Pública, levado a cabo por: "Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro" e outros procedimentos burocráticos e legais, arrancaram no terreno as obras para a construção da ETAR (estação de tratamento de águas residuais) de Valdigem.

Vamos poder nadar novamente no Varosa, com água límpida como no passado?...!!! Assim esperamos.

                                                                              Clique para ampliar

   Fotos: Agosto de 2008  
Foto Maio 2009  Foto Agosto 2009 Foto Novembro 2009
Foto Abril 2010   Foto Agosto 2010  Foto Dezembro 2010

Ilustres Valdigenses...

João Pina de Morais 

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Há 90 anos, várias dezenas de viticultores, entre eles vários Valdigenses, foram recebidos a tiro por um destacamento militar, quando se dirigiam à autarquia para reclamarem melhores condições de vida, alguns caíram mortos. Esta tragédia ficou perpetuada na obra “Sangue Plebeu”, da autoria do escritor Pina de Morais.


João Pina de Morais nasceu a 6 de Janeiro de 1889 na freguesia de Valdigem, concelho de Lamego, distrito de Viseu. Ainda jovem, estudou no Colégio de Lamego e, na prossecução dos estudos, frequentou a Academia Politécnica do Porto onde, em 1911, concluiu o Curso Preparatório para a Escola do Exército na arma da Infantaria.

No mesmo ano de 1911 frequentou a Escola de Guerra e, posteriormente, assentou praça em Vila Real, no Regimento de Infantaria 13. Alguns anos mais tarde, em 1917, foi incorporado no Corpo Expedicionário Português, tendo participado na I Guerra Mundial. No regresso desta, em 1919, foi transferido de Vila Real para o Regimento de Metralhas no Porto, onde lutou ativamente contra a investida monárquica de Paiva Couceiro.
Ainda em 1919, a sua amizade por Leonardo Coimbra incitou-o a inscrever-se como voluntário na recém criada Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde frequentou o curso de Ciências Filosóficas.

Em 1922 foi eleito deputado, depois de uma tentativa falhada no ano anterior. A sua vida política ficou marcada pela ação contestatária em prol dos mais desfavorecidos. Em 1924 aderiu ao Partido Republicano Português, do qual acabou por ser expulso devido a incompatibilidades políticas com o ideário do partido.
Em 1926, após o golpe militar do General Gomes da Costa, participou ativamente no processo contra-revolucionário, razão pela qual foi obrigado a exilar-se entre os anos de 1927 e 1932. O regresso a Portugal após este episódio, e devido à ditadura vigente, foi marcado por uma ausência literária que havia de durar cerca de 20 anos.

Enquanto escritor, a vida de Pina de Morais ficou também marcada pela sua produção literária. A partir de 1917 colaborou ativamente com o jornal A Democracia; as crónicas que escreveu para este jornal resultaram no seu primeiro livro, Ânfora Partida (1917). Mais tarde, em 1919, regressado da guerra, lançou o seu segundo livro, Ao Parapeito, onde descreveu as vicissitudes da guerra vividas na pele de homens comuns, com medos, fragilidades e receios próprios da natureza humana. Na senda de Ao Parapeito, lançou, ainda, O Soldado-Saudade na Grande Guerra, em 1921.
Um ano mais tarde, com a publicação de A Paixão do Maestro (1922), apresentou pela primeira vez a temática regionalista do seu Douro natal; este livro marcou ainda a transição ideológica do escritor que abandonou a estética saudosista e adotou o naturalismo. Os inícios da década de vinte marcaram, ainda, a colaboração literária de Pina de Morais com os grupos culturais da Seara Nova e da Renascença Portuguesa.

Após um interregno de vinte anos, em 1942, Pina de Morais publicou o seu livro mais consagrado, Sangue Plebeu. É um conjunto de novelas que se distingue pelo seu realismo e veracidade, misturados com uma profunda humanidade e riqueza pictóricas. Já em 1949, publicou o seu último livro, Vidas e Sombras, que narra as vicissitudes da natureza humana numa linguagem rica e ilustrativa.

No início de 1950 foi vítima de um acidente vascular cerebral que o deixou física e intelectualmente incapacitado. Os anos que se seguiram foram marcados pela degradação do seu estado de saúde. Morreu no dia 29 de Janeiro de 1953, vítima de mais um acidente cardiovascular.

(Texto de Tiago Santos Reigada, 2008)


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Rev.mo  Cónego José Pinto Teixeira


No local onde foi erigida a capela - mor de Nossa Senhora dos Remédios existia uma pequena ermida, mandada construir pelo bispo D. Durando, em 1361, dedicada a Santo Estêvão.
Em 1568, o bispo de Lamego D. Manuel de Noronha autorizou a demolição da velha ermida e, no local onde atualmente se situa o Pátio dos Reis, mandou erguer outra sob invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Esta capela acabou por ser também demolida para se erguer o atual Santuário, cuja primeira pedra foi assente em 1750, por iniciativa do Cónego José Pinto Teixeira.

Quem entra na Casa de Nossa Senhora dos Remédios, encontra, logo à entrada, esta inscrição: «Aqui jaz o Rev.mo Cónego José Pinto Teixeira, Fundador deste Santuário. Faleceu a 25 de Abril de 1784» . Assim sendo, faz 232 anos que ocorreu a sua morte.
Oriundo de Valdigem, viveu em Lamego, mais propriamente na Rua da Olaria. Eleito Juiz da Irmandade em 1748 (em 1741 já desempenhara tais funções), foi sobretudo a ele que se deveu a construção do Santuário. Por muito grande que seja a nossa gratidão, será sempre muito pequena em comparação com a sua extrema (e extremosa) dedicação!