VALDIGEM DE VINHEDOS... QUAIS JARDINS ENCANTADOS QUE ESCONDEM SECULARES SEGREDOS, MÁGOAS E ÁRDUO TRABALHO, ONDE OS AVÓS DOS AVÓS CULTIVARAM E FIZERAM AMADURECER CADA RUGA QUE TEM SEU ROSTO…

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Construção de E.T.A.R

Após um longo processo de negociações para expropriação dos terrenos, alegando Utilidade Pública, levado a cabo por: "Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro" e outros procedimentos burocráticos e legais, arrancaram no terreno as obras para a construção da ETAR (estação de tratamento de águas residuais) de Valdigem.

Vamos poder nadar novamente no Varosa, com água límpida como no passado?...!!! Assim esperamos.

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   Fotos: Agosto de 2008  
Foto Maio 2009  Foto Agosto 2009 Foto Novembro 2009
Foto Abril 2010   Foto Agosto 2010  Foto Dezembro 2010

Ilustres Valdigenses...

João Pina de Morais 

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Há 90 anos, várias dezenas de viticultores, entre eles vários Valdigenses, foram recebidos a tiro por um destacamento militar, quando se dirigiam à autarquia para reclamarem melhores condições de vida, alguns caíram mortos. Esta tragédia ficou perpetuada na obra “Sangue Plebeu”, da autoria do escritor Pina de Morais.


João Pina de Morais nasceu a 6 de Janeiro de 1889 na freguesia de Valdigem, concelho de Lamego, distrito de Viseu. Ainda jovem, estudou no Colégio de Lamego e, na prossecução dos estudos, frequentou a Academia Politécnica do Porto onde, em 1911, concluiu o Curso Preparatório para a Escola do Exército na arma da Infantaria.

No mesmo ano de 1911 frequentou a Escola de Guerra e, posteriormente, assentou praça em Vila Real, no Regimento de Infantaria 13. Alguns anos mais tarde, em 1917, foi incorporado no Corpo Expedicionário Português, tendo participado na I Guerra Mundial. No regresso desta, em 1919, foi transferido de Vila Real para o Regimento de Metralhas no Porto, onde lutou ativamente contra a investida monárquica de Paiva Couceiro.
Ainda em 1919, a sua amizade por Leonardo Coimbra incitou-o a inscrever-se como voluntário na recém criada Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde frequentou o curso de Ciências Filosóficas.

Em 1922 foi eleito deputado, depois de uma tentativa falhada no ano anterior. A sua vida política ficou marcada pela ação contestatária em prol dos mais desfavorecidos. Em 1924 aderiu ao Partido Republicano Português, do qual acabou por ser expulso devido a incompatibilidades políticas com o ideário do partido.
Em 1926, após o golpe militar do General Gomes da Costa, participou ativamente no processo contra-revolucionário, razão pela qual foi obrigado a exilar-se entre os anos de 1927 e 1932. O regresso a Portugal após este episódio, e devido à ditadura vigente, foi marcado por uma ausência literária que havia de durar cerca de 20 anos.

Enquanto escritor, a vida de Pina de Morais ficou também marcada pela sua produção literária. A partir de 1917 colaborou ativamente com o jornal A Democracia; as crónicas que escreveu para este jornal resultaram no seu primeiro livro, Ânfora Partida (1917). Mais tarde, em 1919, regressado da guerra, lançou o seu segundo livro, Ao Parapeito, onde descreveu as vicissitudes da guerra vividas na pele de homens comuns, com medos, fragilidades e receios próprios da natureza humana. Na senda de Ao Parapeito, lançou, ainda, O Soldado-Saudade na Grande Guerra, em 1921.
Um ano mais tarde, com a publicação de A Paixão do Maestro (1922), apresentou pela primeira vez a temática regionalista do seu Douro natal; este livro marcou ainda a transição ideológica do escritor que abandonou a estética saudosista e adotou o naturalismo. Os inícios da década de vinte marcaram, ainda, a colaboração literária de Pina de Morais com os grupos culturais da Seara Nova e da Renascença Portuguesa.

Após um interregno de vinte anos, em 1942, Pina de Morais publicou o seu livro mais consagrado, Sangue Plebeu. É um conjunto de novelas que se distingue pelo seu realismo e veracidade, misturados com uma profunda humanidade e riqueza pictóricas. Já em 1949, publicou o seu último livro, Vidas e Sombras, que narra as vicissitudes da natureza humana numa linguagem rica e ilustrativa.

No início de 1950 foi vítima de um acidente vascular cerebral que o deixou física e intelectualmente incapacitado. Os anos que se seguiram foram marcados pela degradação do seu estado de saúde. Morreu no dia 29 de Janeiro de 1953, vítima de mais um acidente cardiovascular.

(Texto de Tiago Santos Reigada, 2008)


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Rev.mo  Cónego José Pinto Teixeira


No local onde foi erigida a capela - mor de Nossa Senhora dos Remédios existia uma pequena ermida, mandada construir pelo bispo D. Durando, em 1361, dedicada a Santo Estêvão.
Em 1568, o bispo de Lamego D. Manuel de Noronha autorizou a demolição da velha ermida e, no local onde atualmente se situa o Pátio dos Reis, mandou erguer outra sob invocação de Nossa Senhora dos Remédios. Esta capela acabou por ser também demolida para se erguer o atual Santuário, cuja primeira pedra foi assente em 1750, por iniciativa do Cónego José Pinto Teixeira.

Quem entra na Casa de Nossa Senhora dos Remédios, encontra, logo à entrada, esta inscrição: «Aqui jaz o Rev.mo Cónego José Pinto Teixeira, Fundador deste Santuário. Faleceu a 25 de Abril de 1784» . Assim sendo, faz 232 anos que ocorreu a sua morte.
Oriundo de Valdigem, viveu em Lamego, mais propriamente na Rua da Olaria. Eleito Juiz da Irmandade em 1748 (em 1741 já desempenhara tais funções), foi sobretudo a ele que se deveu a construção do Santuário. Por muito grande que seja a nossa gratidão, será sempre muito pequena em comparação com a sua extrema (e extremosa) dedicação!

Escultor Valdigense

 


Nascido a 2 de Novembro de 1977 em Valdigem (concelho de Lamego), Orlando Manuel Nunes de Almeida, foi criado com a sua família numa quinta do Vale do Douro.

 Desde cedo manifestou o seu interesse pela arte, compondo músicas e escrevendo letras, moldando e transformando o seu mundo. Frequentou o ensino básico na Escola Secundária do Rodo mas era da sua vontade enveredar pelo mundo das artes. Aos 17 anos decide seguir o seu sonho e muda-se para a cidade invicta, onde ingressa no CEP - Centro de Estudo e Trabalho da Pedra, e conclui o Curso Profissional de Design de Interiores e Exteriores em 1998. Em 1999 ingressa no Ensino Superior no Instituto Politécnico de Viana do Castelo no curso de Design de Produto, que não chega a concluir pois neste mesmo ano inicia a sua actividade na Interforma / Divani & Divani, colaborando com o Arquitecto António Maria de Sousa em projectos de decoração de interiores e design de produto. No ano de 2006 assume o Gabinete de Design e Decoração da Interforma / Divani & Divani, onde permanece em funções até ao momento. Em 2009, assina os projectos de interiores do Passatempo Interforma/Casa Cl á u d i a .

Entre o ano de 1996 e 2010, têm sido várias as exposições (individuais e colectivas) representações e colaborações. Neste ainda curto mas intenso trajecto, Paulo Neves, tem sido seu amigo, mestre e principal fonte de inspiração.


"CANIVETES HUMANOS VESTIDOS A OURO"

Uma exposição de escultura  em Lisboa, num amplo e magnifico espaço, de um escultor Valdigense!!!... não podia faltar!!!... senti-me lisonjeado pelo convite e quis dar um abraço a um amigo que pela sua simplicidade, sensibilidade e cultura artística, irá com certeza dar muito que falar neste meio. Numa breve  conversa  com o Orlando foi notório que as suas peças de arte, (como toda a arte) vão muito para além do seu lado estético, valem pelo que transmitem, considerando diferentes sensibilidades e consequentes olhares. Com estas peças, o Orlando pretende fazer uma crítica social ao que está padronizado mundialmente como sendo o ideal de beleza feminina, o título da exposição é bem sugestivo: "CANIVETES HUMANOS VESTIDOS A OURO" , as peças são belíssimas e os comentários eram unanimemente de agrado. O nosso escultor está de parabéns...

ORLANDO ALMEIDA, um nome a reter.

Grupo Musical Arkadia

http://www.facebook.com/grupoarkadia

Esta fantástica Banda está a festejar 20 anos da sua existência, 20 anos a levar o nome de Valdigem aos quatro cantos de Portugal, ultrapassando muitos e muitos obstáculos, quiçá "necessários" para hoje poderem apresentar um espectáculo a nível musical e de entertenimento de muita qualidade e com muito profissionalismo.

A todos elementos desta banda, o meu agradecimento pessoal (e julgo ser comum a todos os Valdigenses), por dignificarem de forma tão brilhante e honrosa o seu "berço".

Ao seu mentor, fundador, digníssimo Sr. Professor Paulo Xavier, um grande abraço de parabéns, não só pela longevidade do Arkadia a que a qualidade não está alheia, (o que nesta área é por si só um facto assinalável) mas pela tenacidade e dedicação que tem revelado na defesa da musica e dos projectos em que se tem envolvido, lutando com poderes instituídos e "Velhos do Restelo".

Daniel Freitas... Génio Valdigense...


O seu brilhantismo enquanto aluno, fez abrir de par em par as portas das mais conceituadas universidades do país, teve honras de reportagens televisivas e outras.


Notícias Universidade do Porto - Entrevista a Daniel Freitas: 15.12.14, por Tiago Reis  

A proatividade e participação da nossa geração é fundamental na concretização de uma cidade e de um Portugal melhores.

Valdigem homenageia...

Dr. Fernando do Amaral

Doutor, Fernando Monteiro do Amaral, nasceu em 1925 e faleceu em 2009, natural de Cambres, freguesia do concelho de Lamego e licenciado em Direito, Fernando Monteiro do Amaral foi professor, tendo leccionado inclusive em Valdigem..., Vereador da Câmara Municipal de Lamego, Presidente da Assembleia Municipal de Lamego e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Exerceu funções de Deputado à Assembleia Constituinte e de Deputado à Assembleia da República nas I, III, IV, V e VI Legislaturas. Ocupou a pasta da Administração Interna e foi posteriormente Ministro adjunto do Primeiro-Ministro, nos 7.º e 8.º Governos, respectivamente.
Exerceu as funções de Vice-Presidente e Presidente da Assembleia da República durante três mandatos (1983-1987).
Entre 1985 e 1987 foi designado para o cargo de Conselheiro de Estado. Nos dois anos seguintes foi Deputado à Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, da qual foi também Vice-Presidente.
Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

Um Valdigense, teve a honra de privar da sua companhia, mantendo com ele laços profissionais e de amizade, extensiva á demais família, Manuel Joaquim Paiva.

Associações em Valdigem...

    

A informação, cultura e lazer, incluindo as atividades desportivas e recreativas, assumem uma grande importância na vida das populações como atividades de qualificação individual e social. A cultura e o dinamismo de uma comunidade podem medir-se pela número de associações culturais e recreativas que desenvolvem uma atividade regular, estruturada e planificada, sendo uma forma de expressão popular muito importante sobretudo nos meios rurais. As associações são a expressão da alma de um povo, dos seus usos e costumes e da sua forma de estar na vida e são um incontornável veículo de transmissão de saberes de geração em geração, fruto de um espírito gregário e comunitário que se vai mantendo graças à persistência de alguns.

     Os subsídios atribuídos ás associações não serão por si só motivadores do anteriormente mencionado, no entanto quando se trata de dinheiros públicos a responsabilidade pela sua gerencia e apresentação regular do seu uso deverá igualmente estar á altura da génese das associações.

Cada associação deverá elaborar o seu logotipo de forma distinta e inconfundível, característica da sua originalidade e não susceptível de possível confusão com outras instituições públicas ou privadas.

A todas as associações que estão a tornar Valdigem mais dinâmica , mais viva, e com espírito mais comunitário, LONGA VIDA, parabéns pelo trabalho desenvolvido.

Associação de Caçadores de Valdigem

Associação Amigos de Valdigem

AssociaçãoCulturalRecreativa e Desportiva Construir de Valdigem

Associação Amigos de Valdigem

 


 
 
Esta associação, pelas informações que pude recolher e pelas publicações existentes no seu blog, e facebook, tem desenvolvido um trabalho associativo em diversas áreas, muito interessante, promovendo melhorias, nomeadamente na antiga escola que transformaram na sua sede, recuperação de percursos pedestres até á Ermida de S. Domingos, limpeza/criação de condições de utilização do campo de futebol e promoção de várias actividades lúdico/temáticas de bastante interesse que promovem a socialização. MUITOS Parabéns.

Amigos de Valdigem - "Criar amigos não é difícil, difícil é mantê-los"...




 LONGA E DINÂMICA VIDA.

Associação de Caçadores de Valdigem

A associação de caçadores de Valdigem é, (como não podia deixar de ser) apaixonada pela caça e pelo respectivo convívio inerente a ela. Entusiasta na preservação de espécies e conservação da natureza.


Visite facebook:

https://www.facebook.com/p/ASSOCIA%C3%87%C3%83O-DE-CA%C3%87ADORES-DE-VALDIGEM-100063580723198/

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Guerra Colonial

canvas.pngHomenagem da Vila de Valdigem aos seus militares, combatentes e não combatentes, aos mortos e aos ainda vivos que deram o seu melhor ao serviço da pátria em combate em :

 França     Angola     Guiné     Ìndia     Moçambique      Macau     Timor 

Homenagem extensiva ás mães, esposas e namoradas dos mesmos militares que muito sofreram nessa época de guerra colonial".

Sugestão e texto da autoria de:

João Manuel Duarte Fonseca
 
(O autor  do blog associa-se e agradece a colaboração)