VALDIGEM DE VINHEDOS... QUAIS JARDINS ENCANTADOS QUE ESCONDEM SECULARES SEGREDOS, MÁGOAS E ÁRDUO TRABALHO, ONDE OS AVÓS DOS AVÓS CULTIVARAM E FIZERAM AMADURECER CADA RUGA QUE TEM SEU ROSTO…
26_02
25_03
Brasão
Escudo de vermelho, báculo de ouro, posto em pala e brocante, mitra episcopal de prata; em chefe, cacho de uvas de púrpura folhado de ouro, à dextra e ramo de oliveira de ouro, frutado de negro, à sinistra; contra-chefe ondeado de prata e azul. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco, com legenda a negro: "VALDIGEM - LAMEGO".
25_02
HISTÓRIA
A lei n.º 22/2012 de 30 de maio, aprovou novo regime jurídico da reorganização administrativa territorial autárquica passando o Concelho de Lamego a ser constituído por 18 Freguesias. Valdigem... passou a estar agregada a Parada do Bispo, constituindo desta forma uma só Freguesia, «União das Freguesias Parada do Bispo, Valdigem...».

1- ENQUADRAMENTO HISTÓRICO
O seu foral foi concedido em 1182, no reinado de D. Afonso Henriques. Foi concelho até 1834.
Dominado pelo alto e forte castro de S. Domingos, o território desta freguesia, cujos limites penetram o perímetro dos muros castrejos até quase rente da ermida daquela invocação, a qual se encontra, por isso, toda dentro da freguesia de Fontelo, tem um povoamento inegavelmente anterior não só ao século XII, mas até á denominação romana que aqui se exerceu.
Na primeira metade do século XII tinha aqui notáveis haveres um filho-de-algo a que D. Afonso Henriques fizera doações nas cercanias de Lamego, a saber Pedro Viegas, que em 1163 fez uma vasta venda a D. Teresa Afonso, viúva de Egas Moniz, vobis dona Tarasia Alfonsi regiae prolis nutrici (isto é, ama dos filhos de D. Afonso Henriques), de muitos herdamentos em vários lugares nos arredores de Lamego, incluídos alguns in Baldigem (sic) in loco qui dicitur Galafura inter sancto Dominico et Queimada, et in Torrom ubi intra Barosa in Douro, isto é, respectivamente, no extremo sul da actual freguesia no vale do ribeiro que a atravessa, o local de Galafura (nome hoje perdido e que nada tem com Galafura, para além do Douro), e, no extremo noroeste, o local do Torrão, apertado ângulo entre o Barosa e o Douro e abaixo do declivoso cume da Mua. O nome desta freguesia encontra-se bem documentado na Idade Média. Deve interpretar-se como sendo o genitivo dum nome visigodo, Balthweigs, latinizado em Baldoigius e conhecido por ser o nome dum Bispo de Cuenca nos meados do século VI.
2 - ENQUADRAMENTO SÓCIO-ECONÓMICO
Atividades sócio-económicas:
VALDIGEM... Outra perspectiva
Este vídeo distingue-se pela música de fundo, da autoria de Alek Sandre (Alexandre), Valdigense, que com sensibilidade e emoção, dedica uma bonita canção a esta terra que amamos. Muito obrigado Alexandre, e muito sucesso.
Cristina Ribeiro
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Cristina Ribeiro, cantora lírica, sócia fundadora da Operawave, uma associação cultural que tem como objetivo: promover o conhecimento do canto lírico; realizar concertos e recitais; apoiar jovens cantores líricos e músicos instrumentistas; apoiar e participar em atividades culturais e pedagógicas que aproximem o público da arte da ópera, entre outros... Descendente de Mãe e Avós Valdigenses.
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Apresentação
Ticiana Xavier
Jornalista da TVI, com mais de 15 anos de experiência e reconhecidos méritos enquanto repórter na área criminal.
24_01
Quintas Valdigem
Quinta de Casaldronho
21_02
Vindima - Valdigem - Lucas Lima
Esmero - Valdigem
"Esmero", vinho de excelente qualidade produzido em Valdigem, baixo corgo, em vinha velha, pelo produtor e enólogo Eng. Rui Soares.
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Valdigenses em Vindima 1982
Este vídeo é dedicado fundamentalmente às pessoas que o protagonizaram já desaparecidas, assim como ás suas famílias, com o devido respeito pela sua memória e inerente saudade e naturalmente também aos que se encontram entre nós… um grande abraço e “recordar é viver”.
Esta preciosidade, foi emitida pela “RTP Memória” e faz-nos regressar a um Douro de outros tempos! em que a Vindima era o culminar de árduo trabalho, não apenas do ano transato, mas de muitos anos, quer na moldagem desta magnifica paisagem, quer na produção deste precioso néctar, promotor de enorme festa e satisfação…
A todos quantos através de desmedidos esforços, laborando de sol a sol, a troco de quase nada, moldaram com a força dos seus braços o hoje admirado e romântico Douro oferecendo-o ao mundo, muito obrigado e serão eternos!!!
.Francisco Duarte
"Porto" Néctar do Douro...
É fonte inspiradora de Poetas... mas é preciso senti-lo... vivê-lo... respirá-lo...
" O Doiro necessita de ser finalmente
De janela em janela, a espreitar
O breve mundo que me viu nascer.
Tem montes que não deixam de crescer,
Videiras que ninguém pode contar,
Oliveiras que vivem a rezar
E um rio que não para de correr.
Este pedaço de viril beleza,
Este painel de rica natureza
Irá comigo para o Além.
Sempre lhe quis e sempre o defendi,
Fui eu até que um dia o descobri...
Não o posso deixar a mais ninguém.
Festas Nª Srª de Fátima
Valdigem - Adeus á Virgem 2022
Recepção N. Sra. Fátima 2023
Velocidade Furiosa - Valdigem
Helicóptero utilizado nas gravações do filme "Fast X", o décimo da saga "Velocidade Furiosa", a realizar um teste numa passagem estreita entre montanhas em Valdigem, no concelho de Lamego.
Douro
16_06
Aconteceu há 100 anos em Lamego: «O motim de Lamego» (20 de Julho de 1915)
O tiroteio à nossa volta dificulta-nos a audição
Mas a voz humana é diferente dos outros sons
Pode ser ouvida sobre outros sons que abafam tudo o resto
Até mesmo quando não há gritos
Até mesmo quando é só um murmúrio
Até mesmo o mais leve murmúrio pode ser ouvido sobre o
barulho dos exércitos quando diz a verdade.
Jornaleiros do Douro – (Emílio Biel)
Poema retirado do filme “The Interpreter”
Na noite do dia 19 começou a correr pela cidade que os sinos das aldeias tocavam a rebate, convidando o povo a dirigir-se a Lamego para pedir à Câmara o seu apoio à sagrada questão do Douro. Na manhã do dia 20 de abril de 1915, umas 4 ou 5 mil pessoas das freguesias vinhateiras do concelho armadas de varapaus, foices, machados, etc., entraram na cidade, obrigando todo o comércio a fechar as suas portas e obrigando também os principais proprietários a acompanhá-los ao edifício dos Paços do Concelho nessa romaria que depois tão triste e tão fúnebre se tornou (1).
A liderar essa multidão ia um popular a empunhar uma bandeira negra com a seguinte frase: “O Sul mata-nos à fome!”. Todos se dirigiram ao Município e aí foi nomeada uma comissão para se reunir com a vereação e autoridade administrativa sobre a atitude a tomar perante a gravíssima questão do Douro. Durante a tal reunião tudo correu dentro da ordem. Depois…
“Duma das varandas um soldado arremessou sobre a multidão a barretina onde reluzia um 9 metálico. Os lídimos e brilhantes esteios da ordem, todos com larga folha de baixos serviços políticos […] supuseram a República em perigo… iam cambalear as instituições políticas da terreola e lugubremente, com gesto carniceiro, despejaram bombas sobre a multidão inerme e de cabeça descoberta. Na multidão abriram-se grandes clareiras sangrentas e gritos agudos encheram os ares. Civis, no mais aceso orgulho de cidadãos livres, arrancaram as espingardas aos soldados e visaram os fugitivos, atingindo-os pelas costas. ” (in Sangue Plebeu de Pina de Morais).
Em jeito de singela homenagem, aqui fica a relação dos mortos no “Motim de Lamego”:
– Franscisco dos Santos Araújo (jornaleiro de Portelo de Cambres)
– Manuel Carneiro (sapateiro de Britiande)
– Francisco Guedes (jornaleiro de Pomarelhe de Cambres)
– Maximiano da Silva (proprietário de Valdigem)
– Bernardo Pinto (casado, Riobom de Cambres)
– João Cardozo (casado, Parada do Bispo)
– José Gomes Rabito (casado, do Ladario de Cambres)
– Pedro da Silva (casado, de Quintião Cambres)
– José da Rede (casado, feitor da Quinta dos Sequeiros)
– António Ribeiro (casado, de Riobom de Cambres)
– Ana Taininha (de Valdigem)
(1) JORNAL “A FRATERNIDADE”. V ANO, N.º 241, DE 24 DE JULHO 1915
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Réplicas de Forais
Longe da Política ... Mas perto de Valdigem...
Eu voto neste programa eleitoral ! Eu voto VALDIGEM...
Hino de Valdigem
Situada entre montanhas
Cercada de penedias
Fica a nossa linda terra
Valdigem de maravilhas
O povoado não é pequeno
Mas de honrados lavradores
Que desde o Cabo á Praça
Todos merecem louvores
Ao cimo o São Domingos
Protector dos nossos lares
A quem todos recorremos
Com preces e muito salutares
E a Senhora da Ajuda
No Centro da nossa terra
Para quem vai todo o afecto
Que o nosso coração encerra
Sinto orgulho de ser filho
Deste formoso torrão
Tão bonito tão bonito
Que eu guardo no coração
Eu adoro a minha terra
Não como coisa mesquinha
Eu adoro a minha terra
Porque é minha muito minha
Sugestão de: João Manuel Duarte Fonseca
Diz...
Cantava-se nos momentos lúdicos da primária nos anos 50/60. Desconheço porém o autor da letra. Para relembrar aos que esqueceram e aos frequentadores do blog, uma forma de conhecer um pouco mais o passado recente da nossa terra.
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